domingo, 26 de julho de 2020

Amigos bichos

Sou apaixonada por animais, mas tenho uma nóia de manter um ser ao meu lado contra sua vontade e privá-lo da liberdade que para mim é vital. Me propus a somente ter animal de estimação caso ele tivesse liberdade total de entrar e sair quando bem entendesse, e morando na Babilônia isto é inviável. Eis que cada vez que visito algum amigo que tenha animal em casa, faço amizade com o bicho, quero me relacionar e logo quero inventar algum mimo ou presente para o meu amigo bicho. Não gosto da ideia de animais humanizados com roupas ou enfeites, mas adoro inventar coisas que gerem diversão ou relaxamento. Brinquedos, camas, almofadas ou casinhas, adoro entregar ao bichinho e ficar observando se ele curtiu, gostou, aprendeu a brincar ou aceitou o agrado.  Amo os bichos amigos tanto quanto os amigos humanos ( às vezes mais que os humanos, confesso!). Brinco de imaginar o que eles me dizem com seus gestos e olhares, e essa comunicação me faz extremamente feliz. 

Cama de calça jeans
Casinha de Camiseta
Casinha de Camiseta
casinha de camiseta

sábado, 25 de julho de 2020

Gente grande com brinquedos


Não me venha com esta conversa que brinquedo é coisa de criança, ahhhh não !
Brinquedo é brinquedo e merece ser brincado. Brinco de casinha, brinco de bonecas, brinco com todo brinquedo que eu encontrar por esta vida.
Brinquedo é alegria !
Sou filha única, meus brinquedos eram minha companhia na primeira infância, são minha família também, meus filhotinhos. Dou banho, arrumo os cabelos, faço roupinhas. Minhas filhinhas querem usar as roupas malucas que crio, então eu mantenho a tradição fazendo as roupinhas desde que eu era menininha.
Casacos malucos, chapéus, tapetinhos, cobertores, bolsas, sapatinhos, tudo em crochê porque em tricô eu serei eternamente iniciante.
Agora nos últimos tempos eu tenho tentado executar algumas receitas e as filhinhas ficaram tão felizes que resolveram até subir na passarela e dar uma modelada. Numa casa em que até os vasos têm roupinhas, ok as bonecas se acharem modelos internacionais.



A Era dos Grupos e Encontros


O ano era 2004, um tempo em que quase todo mundo se conhecia virtualmente mas nunca se encontrava ao vivo. Virou moda participar de encontros e fazer parte de grupos de afinidades. Eu admirava muito a Alê , e ela me convidou para participar de um "Encontro de Tricô", adorei a ideia, e assim começou a saga.
O encontro deu tão certo que combinamos um segundo, e logo em seguida resolvemos montar um grupo. Eu mal sabia tricotar, mas sempre fui muito animada com o conceito de coletivo de arte, e topei de cara entrar nesta empreitada. Foi muito bonito, o grupo organizou uma campanha para confeccionar mantas para doação para asilos e também um site para divulgação de receitas e técnicas. Teve matéria em revista, o site nasceu, teve venda de produtos, cada uma passou a desenvolver criações e divulgar dicas e receitas, e aí a coisa foi ficando séria demais para o meu tricôzinho feijão com arroz, e eu resolvi sair. A participação no grupo foi um grande incentivo para eu tomar coragem de me arriscar mais nas criações e estudar para aprimorar a técnica. A amizade ultrapassou a barreira do tempo e ainda mantenho contato e sempre consulto minhas amigas especialistas nos meus momentos de apuro.
Foi um tempo bem bacana, tenho saudades.





sexta-feira, 24 de julho de 2020

Tramando Decorações


Uma das coisas que mais me dão prazer na vida é criar projetos de decoração para a casa. Adoro decorar. Pode ser a minha casa, a casa de algum amigo, o escritório, o quintal, a garagem, não importa, adoro projetar, criar peças, mudar as cores...
Acho fundamental cuidar do lugar onde a gente vive, e dar uma embelezada faz um bem enorme para a alma. Nunca tive dinheiro suficiente para comprar as coisas que desejava, então partia para a criatividade para realizar os desejos e um recurso que sempre usei e abusei foi tecer as decorações: muita costura, muito tricô e muito crochê e os materiais que vivem acumulados em minhas caixas.
Outro fato é que quando a decoração vai se aproximando do 3º ano de vida, eu já estou para lá de enjoada e provavelmente fico saltitante de vontade de mudar tudo, então confeccionar as peças me dá liberdade para ter novos desejos sem gastar fortunas. Não me importo que as peças pareçam improvisadas, aprecio o reaproveitamento de materiais e acho interessante que as pessoas percebam que muitos materiais que costumeiramente iriam para no lixo podem ter um destino muito mais nobre e ecológico. Minhas peças sempre cumpriram direitinho seus papéis e me fizeram bastante feliz.







Uma era de invenções...



A minha relação com os fios sempre foi inquieta. Não gosto de muitas complicações, nem de ficar contando pontos, nunca tive paciência com receitas, talvez por isso é sempre para o crochê que eu apelo quando preciso inventar.
Não sou do tipo que tece por esporte, eu gosto mesmo é de realizar desejos. Se tenho que ir a uma festa e quero chamar atenção, se quero uma fantasia, ou fazer um objeto, lá vou eu buscar a realização entre linhas e agulhas.
Durante muito tempo em minha vida, tentei oprimir minha personalidade espalhafatosa e encaixar de maneira discreta meu corpo em roupas consideradas discretas. Quando a adolescência acabou, eu enfiei o pé na jaca e assumi minha existência criativa e exótica. Crio o que acho divertido e sou capaz de executar. Não chega nem perto da perfeição da execução, mas se gasto tempo e energia realizando, me sinto no compromisso de usar.
Sou "bem compulsivinha" e de fases. Começo a primeira peça, as ideias vão fluindo, os erros vão levando ao aperfeiçoamento e pronto: está aberta a temporada !
Tive a fase adornos e bijouterias. Tinha um novelo pequeno de um barbante multicolorido que não daria pra fazer muita coisa, mas queria usa-lo de qualquer maneira: virou este maxicolar da foto. Depois entrei na fase mexicana e queria me expressar numa versão de Frida Kahlo dia-a-dia e fiz este colar de flores. Ambos em crochê, porque no tricô eu ainda estou engatinhando.